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CSG

Vacaria enfrenta dia de reabastecimento após interligação de adutora que tira finalmente o gargalo da distribuição da ETA

Entenda, passo a passo, o que aconteceu no sistema de água

Vacaria vive nesta quarta-feira, 10 de junho, um dia de reabastecimento. A distribuição de água para a cidade precisou ser interrompida para que a Corsan fizesse a interligação da nova adutora na saída da Estação de Tratamento de Água, a ETA.

O trabalho começou por volta das 22h de terça-feira e avançou durante a madrugada. A operação planejada contou com equipes de Vacaria e de Porto Alegre. O reabastecimento foi reiniciado por volta das 8h30 desta quarta-feira, mas a normalização deve ocorrer aos poucos, ao longo do dia.

Para entender o que aconteceu, é preciso olhar para a história do sistema. O problema não estava em tratar a água. A ETA tinha água disponível no reservatório. O desafio era fazer essa água sair da estação e chegar aos ramais da cidade com mais vazão.

O gargalo estava depois da estação

A Estação de Tratamento de Água é o local onde a água passa pelos processos necessários antes de ser enviada para a rede. Depois de tratada, ela precisa sair da ETA e seguir pelas tubulações até os bairros.

Em Vacaria, esse caminho tinha uma limitação importante. A saída da ETA até os ramais era feita por uma adutora de 350 milímetros. Com o crescimento da cidade e o aumento da demanda, essa tubulação passou a ser um gargalo.

Na prática, a estação podia ter água tratada disponível, mas a saída era menor do que a necessidade do sistema. Era como ter água pronta para ser distribuída, mas com um caminho estreito para levar esse volume até a população.

Por isso, a troca por uma tubulação maior já vinha sendo pensada nos últimos anos pelas equipes da Corsan, mas faltava a ação, o que aconteceu agora. O plano sempre foi dar mais passagem para a água limpa e permitir que o sistema trabalhasse com mais capacidade de reação diante de qualquer problema na rede.

Primeiro veio a nova tubulação de 500 milímetros

A solução planejada foi instalar uma nova tubulação de 500 milímetros. Ela é maior do que a antiga adutora de 350 milímetros e agora permite mais vazão na saída da ETA.

Essa nova rede foi instalada em etapas. A obra exigiu abertura de valas, colocação dos tubos e preparação da estrutura para, depois, ser ligada ao sistema principal.

Durante esse processo, houve um momento delicado. Em uma das fases da instalação, ocorreu o rompimento da adutora antiga, de 350 milímetros. Esse rompimento deixou a cidade sem água naquele momento e mostrou, na prática, como o sistema era sensível nessa região.

Mesmo com o transtorno, a instalação da nova tubulação era uma etapa necessária para que a cidade pudesse avançar no abastecimento. Sem essa rede maior pronta, não seria possível fazer a interligação definitiva.

Agora foi a vez da interligação

Depois da instalação da tubulação de 500 milímetros, faltava uma fase decisiva: ligar a nova adutora ao sistema. Foi isso que aconteceu entre a noite de terça-feira e a madrugada desta quarta-feira.

Para fazer essa interligação, a distribuição de água precisou ser interrompida. A parada foi necessária porque o serviço ocorreu em uma parte central do sistema, justamente na saída da água tratada da ETA para a rede.

Esse tipo de trabalho não pode ser feito com a água passando normalmente. As equipes precisam fechar registros, controlar a pressão, fazer cortes, conectar a nova tubulação e testar o sistema antes de iniciar novamente o abastecimento.

Por isso, a cidade entrou em reabastecimento nesta quarta-feira. A obra foi feita durante a madrugada para reduzir o impacto nos horários de maior consumo, mas a parada atingiu o sistema e exige tempo para a água voltar a todos os pontos.

Reabastecimento começou por volta das 8h30

Segundo as informações acompanhadas no local, o reabastecimento foi reiniciado por volta das 8h30 desta quarta-feira. Isso não significa que a água volte ao mesmo tempo para todos os moradores.

Depois de uma interrupção, a rede precisa encher novamente. A água precisa percorrer as tubulações, ganhar pressão e chegar aos bairros. Esse processo acontece de forma gradual.

Regiões mais altas ou mais distantes podem demorar mais para receber água com pressão normal. Em alguns pontos, pode haver baixa pressão durante parte do dia.

Por isso, esta quarta-feira é um dia de mais paciência para os moradores de Vacaria, mas de uma maneira diferente pois a obra foi finalizada.

Diário de Vacaria acompanhou a madrugada de trabalho

O Diário de Vacaria esteve no local durante a madrugada e registrou o trabalho das equipes em duas transmissões ao vivo. As imagens mostraram a movimentação dos profissionais e a complexidade da operação.

Registro Inicial – Ligação da adutora a rede nova

Registro da Conexão – Momento em que a rede de canos é conectada (02:22AM)

A interligação contou com equipes de Vacaria e de Porto Alegre. A presença de técnicos de diferentes bases mostra o tamanho da intervenção e a importância da obra para o sistema de abastecimento.

Não foi apenas uma manutenção comum. Foi uma etapa esperada de uma obra que busca resolver um limite antigo na saída da ETA.

Água pode voltar com oscilação

Durante o reabastecimento, podem ocorrer oscilações de pressão. Também pode haver mudança temporária na cor da água em alguns pontos. Isso pode acontecer porque a parada e a volta do sistema movimentam partículas que ficam nas paredes internas das tubulações. Quando a água volta a circular, essas partículas podem ser arrastadas.

Nesses casos, os moradores devem comunicar a Corsan para que a situação seja avaliada. Se necessário, a companhia pode fazer o expurgo da rede, que é a limpeza da tubulação em pontos específicos.

Aegea, Corsan, ETA

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