nem todos os dias começam pela manhã.
Às vezes, o dia começa no meio da madrugada, quando o som de várias sirenes atravessa a cidade e indica que alguma coisa aconteceu.
Em outros momentos, é uma mensagem de alguém que está parado em uma estrada e não sabe o que existe alguns quilômetros adiante.
Pode ser uma fumaça que aparece no horizonte, uma rua que começa a receber viaturas ou várias pessoas do mesmo bairro perguntando por que estão sem água ou sem energia.
São sinais que aprendemos a reconhecer. Quando eles aparecem, sabemos que talvez seja necessário sair da cama, mesmo com a temperatura abaixo de zero.
Vestir a roupa rapidamente, conferir o telefone e os equipamentos e seguir por uma estrada escura ou entrar em um bairro onde falta iluminação e o telefone perde o sinal.
Nem sempre sabemos exatamente o que encontraremos. Seguimos com cuidado, respeitando os isolamentos e o trabalho das equipes que atendem cada ocorrência.
Na estrada, quem está parado geralmente conhece primeiro a consequência, mas ainda não sabe a causa. Existe uma fila de veículos, o trânsito não anda e as pessoas querem saber se houve um acidente, uma árvore sobre a pista ou algum outro bloqueio.
Enquanto isso, alguém está tentando descobrir onde aconteceu, se existem feridos, quais equipes foram acionadas, se há um caminho alternativo e quando a passagem poderá ser liberada.