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Polícia Civil Gaúcha celebra 184 anos com Corrida do Bem e ações de proximidade em Vacaria

A Polícia Civil do Rio Grande do Sul completa neste 3 de dezembro de 2025, 184 anos de história. Com uma trajetória marcada pelo compromisso com a justiça, a instituição é uma das mais antigas do país e referência em investigação, combate ao crime e aproximação com a sociedade gaúcha.

Em Vacaria, a data é celebrada de forma especial com a divulgação da Corrida do Bem – Campos de Cima da Serra, promovida pela Polícia Civil e pelo IGP. O evento foi tema do episódio mais recente do podcast do Diário de Vacaria, que entrevistou o comissário João Carlos Pinto de Abreu, um dos responsáveis pela organização da corrida e por diversos projetos da corporação.

O foco do episódio foi destacar o aniversário da instituição, reforçando seu papel essencial na segurança pública, e apresentar à comunidade as ações que a Polícia Civil realiza além das investigações. A Corrida do Bem se insere nesse contexto como uma ferramenta de integração com a população.

184 anos de Polícia Civil Gaúcha: uma história de compromisso

Desde 1831, a Polícia Civil do Rio Grande do Sul se mantém como peça fundamental no sistema de justiça criminal. Seu lema, “Servir e Proteger”, traduz a missão de atuar com firmeza na repressão ao crime, mas também de forma humana e responsável.

Ao longo de quase dois séculos, a corporação se modernizou, incorporou novas tecnologias, investiu na formação de seus agentes e ampliou sua presença social. Em Vacaria, essa presença vai além das delegacias e aparece nas ruas, nas escolas e nos eventos comunitários.

Corrida do Bem une celebração institucional e cidadania

Criada em 2012, a Corrida do Bem – Campos de Cima da Serra surgiu da vontade de policiais civis de Vacaria em marcar o aniversário da instituição de uma forma diferente. Ao invés de festas ou confraternizações fechadas, a proposta foi organizar um evento gratuito, aberto a todos e com foco no bem-estar coletivo.

Segundo o comissário Abreu, a escolha pela corrida teve dois objetivos: inclusão e saúde. “A corrida de rua era uma forma de todos participarem. É saudável, é acessível e envolve toda a família”, destacou.

A Corrida do Bem também representa o retorno das corridas de rua a Vacaria, que há anos não realizava esse tipo de evento. Organizada por voluntários da segurança pública, a corrida oferece estrutura completa, sem custo para os participantes: camiseta, medalha, troféus e diversas categorias.

Além da tradicional prova de 5 km, há corrida infantil (Corrida Kids), caminhada para todas as idades e até corrida com cães. “A ideia é integrar todos. O policial também é parte da comunidade e deve estar presente em momentos como esse”, reforçou Abreu.

Homenagem especial na edição de 2025 da Corrida do Bem

Nesta edição, a Corrida do Bem prestará uma homenagem ao senhor Adones Antônio Lima, servidor falecido que participou da organização desde a primeira edição. “Ele esteve presente desde o início, sempre colaborando. É uma homenagem justa a quem contribuiu tanto para o sucesso desse projeto”, afirmou Abreu.

A corrida também marca o aniversário da Perícia Criminal, celebrado em 4 de dezembro. A união das datas torna o evento ainda mais simbólico, celebrando o trabalho silencioso de tantas carreiras da segurança pública.

Policial Civil Mirim forma cidadãos com base em valores

Outro motivo para comemorar este dia especial é mais um ano de sucesso do projeto Policial Civil Mirim que foi criado em Vacaria como uma iniciativa local da Polícia Civil e está em sua terceira edição. Voltado para crianças de 8 a 12 anos, o projeto busca formar cidadãos conscientes, responsáveis e preparados para o convívio social.

As atividades são realizadas aos sábados e contam com o apoio da Universidade de Vacaria. O projeto é totalmente voluntário e conduzido por policiais civis que dedicam parte do seu tempo para ensinar valores como respeito, disciplina, empatia e convivência em sociedade.

“Não é para formar policiais. Se algum aluno tiver vocação, ótimo. Mas o objetivo é formar boas pessoas para a nossa cidade”, explicou Abreu. Segundo ele, muitos pais já relataram mudanças de comportamento dos filhos após o projeto.

O comissário destacou que algumas famílias procuraram a delegacia para agradecer. “Tivemos pais e avós que disseram que os filhos mudaram a postura em casa, ficaram mais respeitosos e comunicativos. Isso mostra que o projeto tem impacto real.”

Papo de Responsa leva informação e escuta para jovens e pais

Outro projeto relevante abordado no podcast foi o Papo de Responsa, implementado na Polícia Civil do RS em 2016, com base no modelo da Polícia Civil do Rio de Janeiro. O programa se propõe a conversar com adolescentes, professores e pais sobre temas delicados, como violência, drogas, abuso sexual e escolhas de vida.

Diferente de uma palestra tradicional, o Papo de Responsa é baseado no diálogo aberto, adaptado à linguagem e à realidade de cada grupo. “A gente não vai para impor ou ensinar, vai para ouvir e conversar. Às vezes vamos falar sobre drogas e acabamos orientando sobre abuso infantil”, contou Abreu.

Ele ressaltou que o trabalho é mais eficaz quando realizado com os pais. “Reunir os pais é mais difícil, mas tem mais resultado. São eles que precisam entender o que está acontecendo dentro de casa.”

O comissário lembrou que muitos pais vivem uma rotina tão corrida que não sabem o que acontece no quarto do filho. “Tem pai que descobre tarde demais. Já ouvi de vários: ‘onde foi que eu errei?’.”

Tecnologia e investigação: os bastidores da Polícia Civil

Durante o podcast, também foi debatido o avanço da tecnologia aplicada à investigação policial. Abreu relatou que, mesmo com as ferramentas modernas, o trabalho ainda exige atenção e preparo. “A investigação é um quebra-cabeça. É preciso buscar a verdade real, não podemos errar.”

Ele explicou que toda ocorrência de crime, independentemente de quem atenda primeiro — seja a Brigada Militar ou a Polícia Rodoviária Federal —, é encaminhada à Polícia Civil para investigação. O cuidado com a apuração é essencial para evitar erros judiciais que possam prejudicar inocentes.

“O reconhecimento errado pode tirar anos da vida de uma pessoa. Por isso, o nosso trabalho precisa ser preciso, ético e baseado em provas reais”, completou.

Apoio institucional é essencial para os projetos se manterem

O comissário fez questão de reconhecer o papel fundamental do Delegado Regional Carlos Alberto Defaveri, responsável pela Polícia Civil na região de Vacaria. Segundo ele, o delegado foi essencial para que os projetos sociais fossem aprovados e ganhassem estrutura.

“Sem o aval do delegado Defaveri, muita coisa não teria saído do papel. Ele viu os projetos com bons olhos e nos deu liberdade para trabalhar a prevenção. Esse tipo de apoio é raro e valioso”, afirmou.

Abreu ressaltou que todos os projetos — Corrida do Bem, Policial Civil Mirim e Papo de Responsa — são realizados de forma voluntária pelos agentes, sem qualquer remuneração adicional. “É vocação pura. A gente acredita que segurança pública também se faz com prevenção.”

Corrida do Bem representa nova abordagem da Polícia Civil

Ao finalizar o podcast, Abreu reforçou que a Corrida do Bem é mais do que um evento esportivo. “É uma forma de mostrar que o policial não está apenas dentro da viatura ou da delegacia. Ele está com a comunidade, lado a lado, inclusive nas ruas, correndo junto.”

A proposta do evento é também reforçar que o combate ao crime não deve ser apenas reativo, mas também preventivo. O esporte é visto como ferramenta poderosa na luta contra drogas, criminalidade e até doenças como depressão e ansiedade.

“É uma corrida, sim. Mas também é prevenção, saúde e inclusão social”, concluiu.

As inscrições podem ser realizadas clicando aqui.

Área da Segurança, Campos de Cima da Serra, Polícia Civil, Rio Grande do Sul, Vacaria

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