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Milagre na BR-285: Caminhoneiro sobrevive após caminhão tombar e ficar preso nas ferragens

Os Campos de Cima da Serra viveram um dia de apreensão, sirenes e fé renovada. Em um intervalo de poucas horas, três acidentes graves mobilizaram forças de segurança em Bom Jesus, Vacaria e Ipê. Em comum, um desfecho que muitos definiram como milagre.

Entre ferragens retorcidas, pista molhada e uma carreta carregada com combustível, o que poderia ter terminado em tragédia ganhou outro rumo. A união entre equipes treinadas e a solidariedade de quem estava no lugar certo, na hora certa, fizeram a diferença.

Três horas entre ferragens e consciência: o milagre na BR-285

No km 76 da BR-285, próximo a Bom Jesus, um caminhão Scania 320P Amarelo saiu da pista e tombou fora da rodovia. A cabine ficou destruída, comprimida contra o solo, com o condutor preso nas ferragens.

Acompanhe aqui a Live Inicial do Diário de Vacaria – Chegada no Local

Acompanhe aqui a Live do Diário de Vacaria – Resgate do Caminhoneiro

O cenário era de extrema gravidade. O acesso à vítima exigiu técnica, paciência e precisão. Cada movimento precisava ser calculado para não agravar possíveis lesões.

A operação mobilizou o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência de Vacaria e de Bom Jesus, o Corpo de Bombeiros Militar do Rio Grande do Sul com equipes das duas cidades, além da Polícia Rodoviária Federal. Um caminhão Muck foi acionado para auxiliar na estabilização da estrutura.

O resgate durou cerca de três horas. Três horas que pareceram uma eternidade para quem acompanhava a cena.

Em meio à mobilização, um gesto humano em especial foi registrado pelo Diário de Vacaria: Uma médica que passava pelo local parou espontaneamente e se ofereceu para ajudar. Ela se apresentou aos Bombeiros buscou o caminhoneiro nas ferragens, procurou acesso a cabine e ofereceu suporte até o momento da retirada para ser conduzido ao HNSO.

Apesar da violência do impacto, o motorista permaneceu consciente durante todo o tempo. Conversou com os socorristas, respondeu às orientações e demonstrou lucidez até o momento da retirada.

A cada etapa do desencarceramento, crescia a expectativa. Diante da destruição da cabine, muitos temiam o pior. No entanto, contra as probabilidades que uma cena daquela costuma impor, o caminhoneiro sobreviveu.

Ele foi encaminhado ao hospital de Bom Jesus com um corte em uma das pernas. Considerando a gravidade estrutural do acidente, o desfecho foi recebido como um verdadeiro milagre de sobrevivência.

A ocorrência foi acompanhada ao vivo pelo Diário de Vacaria, que registrou cada etapa da operação e a tensão envolvida no salvamento.

Saída de pista sob temporal: impacto que poderia ter sido fatal em Vacaria

No km 107,50 da ERS-122, em Vacaria, outro acidente grave foi registrado durante forte temporal que atingia os Campos de Cima da Serra.

Um Ford Ka branco saiu da pista após a condutora perder o controle da direção. O veículo atravessou a rodovia e tombou. Familiares relataram a possibilidade de aquaplanagem.

Dentro do carro estavam três pessoas, todas de Lagoa Vermelha. O impacto foi violento. A estrutura do veículo ficou comprometida após o tombamento.

Três bombeiros que estavam de folga e foram mobilizados para que resguardar o serviço de emergência do município, enquanto os outros bombeiros estavam no primeiro acidente, responderam ao chamado garantindo o suporte de emergência.

A viatura do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência que retornava do acidente na BR-285 também prestou apoio imediato.

Pelas condições do tempo, pela dinâmica da saída de pista e pela forma como o veículo atravessou a rodovia antes de tombar, o risco de morte era real.

No entanto, por um milagre, os três ocupantes sobreviveram ao impacto. Eles foram encaminhados ao Hospital Nossa Senhora da Oliveira para avaliação médica.

O que poderia ter sido uma tragédia sob chuva intensa terminou com vítimas socorridas e com vida.

Carreta com combustível e risco extremo de explosão em Ipê

O terceiro acidente ocorreu no km 136 da ERS-122, em Ipê, próximo à Mecânica Damiani. Uma carreta carregada com combustível perdeu aderência sob chuva intensa, colidiu com outros dois caminhões.

O veículo fez o movimento chamado como “L” e colidiu. A cena rapidamente foi classificada como de alto risco.

Tratava-se de carga perigosa. Em situações como essa, qualquer faísca, vazamento ou impacto adicional pode desencadear explosão ou incêndio de grandes proporções.

Por segurança, houve bloqueio total da rodovia no km 136, com ampliação preventiva entre os km 99 e 168. A medida buscou proteger motoristas e equipes de socorro diante do risco elevado.

O atendimento foi conduzido pelo Serviço Civil Auxiliar de Bombeiros de Antônio Prado, em conjunto com a CSG – Concessionária da Serra Gaúcha.

Três motoristas ficaram feridos e foram encaminhados ao Hospital São José.

Diante da proporção do acidente e da presença de combustível, o risco de explosão foi considerado muito grande. Ainda assim, não houve incêndio.

Para quem acompanhou o atendimento, o fato de não ter ocorrido uma tragédia de maiores dimensões também foi visto como um milagre.

O trânsito permaneceu totalmente bloqueado, depois operou em sistema de pare e siga, sendo liberado por completo às 21h56.

Aqui: Live de atualização do Diário de Vacaria sobre os 3 acidentes

Quando todos param para salvar

O que deu sentido nessa sequencia de acidentes não foi apenas o fato de ninguém ter morrido. Foi a forma como as pessoas se movimentaram quando perceberam que havia vidas em risco.

Sem combinar, sem planejar, diferentes profissionais e voluntários convergiram para o mesmo propósito. Cada um com sua função, sua experiência e sua responsabilidade, mas todos olhando na mesma direção.

Houve quem estivesse de plantão e fez além do esperado. Houve quem nem estivesse trabalhando e decidiu parar. Ninguém perguntou de onde vinha a vítima, qual era sua história ou sua profissão. A pergunta era apenas uma: como ajudar?

Em meio à chuva, ao medo e à tensão natural de ocorrências graves, prevaleceu algo simples e essencial: o compromisso com a vida.

No fim, os caminhões serão removidos, os carros consertados e o trânsito seguirá seu curso. O que permanece é o exemplo de uma comunidade que, diante do perigo, escolheu agir junto. Quando tudo poderia dar errado, houve pessoas suficientes dispostas a fazer dar certo. E é claro, verdadeiros milagres.

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