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Assembleia da Cooperval mostra ajustes importantes em ano difícil para o agronegócio

A assembleia da Cooperval realizada nesta sexta-feira, 27, apresentou aos cooperados um retrato claro do momento vivido pelo agronegócio.

Em um cenário marcado por juros elevados, crédito mais caro e maior pressão econômica sobre o produtor rural, a cooperativa precisou seguir o mesmo caminho adotado por muitas propriedades agrícolas: reorganizar as contas, ajustar custos, melhorar a eficiência e manter a continuidade do trabalho.

O balanço do exercício de 2025 mostra que, mesmo em um ano mais apertado, a cooperativa conseguiu manter suas operações, preservar sua estrutura e encerrar o período de forma positiva, refletindo a capacidade de adaptação de quem vive da produção no campo.

A assembleia da Cooperval reuniu cooperados para avaliar o exercício de 2025 e refletir sobre os caminhos da cooperativa em um período marcado por desafios econômicos para o agronegócio. Mais do que a apresentação de números, o encontro permitiu compreender como a cooperativa atravessou um cenário mais exigente, mantendo sua operação e o apoio aos produtores.

Ao longo da assembleia, uma leitura ficou clara entre os associados: foi preciso ajustar custos, melhorar a eficiência e atravessar um cenário econômico mais difícil sem comprometer a continuidade do trabalho.

Um ano mais apertado para o agronegócio

O contexto econômico vivido pelo agronegócio nos últimos anos explica parte importante do cenário enfrentado pela cooperativa.

A elevação das taxas de juros na economia brasileira tornou o crédito rural mais caro, impactando diretamente o financiamento das atividades agrícolas. Custear a safra, adquirir insumos ou realizar investimentos passou a exigir ainda mais planejamento financeiro por parte dos produtores.

Quando o custo do dinheiro aumenta, o produtor precisa administrar melhor cada decisão dentro da propriedade.

Esse ambiente leva naturalmente a uma postura mais cautelosa. Investimentos são analisados com mais atenção, os custos passam a ser acompanhados de forma mais rigorosa e as decisões de comercialização se tornam mais estratégicas.

Esse movimento acaba se refletindo também nas cooperativas, que acompanham o comportamento econômico dos próprios associados.

Movimentação menor, gestão mais eficiente

Dentro desse cenário, a Cooperval registrou uma movimentação geral mais moderada ao longo de 2025 em comparação com o período anterior.

A redução no ritmo das operações apareceu na comercialização de grãos, a venda de insumos agrícolas e a produção de sementes. Mas o ponto mais relevante destacado durante a assembleia foi a forma como a cooperativa respondeu a esse cenário.

Mesmo com menor volume de negócios, a Cooperval conseguiu reorganizar sua estrutura financeira, manter suas operações e encerrar o período com resultado positivo. Esse resultado mostra que a cooperativa conseguiu adaptar sua gestão ao ambiente econômico mais exigente, preservando a estabilidade e a perpetuidade da instituição.

Organização para enfrentar o cenário econômico

Diante de um contexto de maior pressão financeira, a estratégia adotada pela cooperativa foi focar na organização das contas e na eficiência da operação. A lógica foi semelhante à que muitos produtores aplicaram dentro da propriedade rural.

Em períodos de margens mais apertadas, o caminho costuma ser revisar custos, priorizar investimentos essenciais e buscar maior eficiência naquilo que já está em funcionamento. Essa postura permitiu que a cooperativa atravessasse o período mantendo sua estrutura ativa e garantindo o atendimento aos associados.

Foi justamente essa capacidade de adaptação que marcou o exercício de 2025.

Uma cooperativa conectada com a realidade do produtor

Durante a assembleia, também ficou evidente como o funcionamento da cooperativa está diretamente ligado à realidade vivida pelos produtores.

Quando o campo vive um período de maior crescimento, a cooperativa acompanha esse movimento. Da mesma forma, quando o ambiente econômico exige mais cautela, a gestão da instituição também precisa ajustar sua forma de atuação.

O presidente da Cooperval, Angelo Pegoraro, destacou ao longo do encontro que esse alinhamento com a realidade do produtor sempre fez parte da forma como a cooperativa conduz suas decisões. O trabalho é construído de forma coletiva, com a participação da diretoria, dos conselhos e dos próprios cooperados que acompanham o funcionamento da instituição.

Esse modelo de gestão busca garantir estabilidade para a cooperativa, mesmo em períodos mais desafiadores.

Estrutura mantida e apoio ao produtor

Mesmo diante do cenário econômico mais apertado, a Cooperval manteve sua estrutura operacional funcionando normalmente ao longo do ano. As unidades da cooperativa continuaram oferecendo suporte aos associados nas diferentes etapas da atividade agrícola.

Isso inclui a aquisição de insumos, a armazenagem da produção e o apoio na comercialização dos produtos agrícolas. Para muitos produtores da região, a cooperativa representa um importante ponto de apoio para o desenvolvimento da atividade rural.

Comercialização acompanhou a necessidade dos produtores

Outro ponto apresentado na assembleia foi o comportamento dos cooperados em relação à comercialização da produção.

Em muitos casos, os produtos depositados na cooperativa foram comercializados em momentos diferentes do que ocorria em anos anteriores, mais cedo, acompanhando as necessidades financeiras de cada produtor. Esse tipo de decisão faz parte da dinâmica do agronegócio.

O produtor acompanha o mercado, observa as variações de preços e decide o melhor momento para vender sua produção. Em períodos de maior pressão econômica, essas escolhas passam a ser ainda mais estratégicas dentro da gestão da propriedade rural.

Mudanças nos quadros sociais da cooperativa

A assembleia também marcou a definição da nova composição da diretoria e dos conselhos da Cooperval para o próximo período. Na diretoria, foi mantida a continuidade na presidência, com Angelo Pegoraro permanecendo à frente da cooperativa.

O cargo de secretário segue com Ancelmo Junior Didone, enquanto a principal mudança ocorre na superintendência, que passa a ser ocupada por Mateus Indicatti, que anteriormente integrava o Conselho Administrativo.

Na ocasião, o presidente Angelo Pegoraro agradeceu publicamente o trabalho do então superintendente Gunter, pela dedicação e contribuição prestada ao longo desse período ao trabalho da instituição e aos cooperados.

Comparativo dos Quadros Sociais da Cooperval

Assembleia anterior × Assembleia 2026

Diretoria

CargoDiretoria anteriorDiretoria 2026Situação
PresidenteAngelo PegoraroAngelo PegoraroPermanece
SuperintendenteGunter Roberto HagemannMateus IndicattiMudança
SecretárioAncelmo Junior DidoneAncelmo Junior DidonePermanece

Conselho Administrativo

Composição anteriorComposição 2026Situação
Antonio Jovani PintoBruno BaldinNovo
Ambrósio CasagrandaThiago GuazzelliNovo
Carlos Eduardo MarcantonioCarlos Eduardo MarcantonioPermanece
Mateus Bueno IndicattiGermano BaldinMudança de função

Conselho Fiscal – Efetivos

Conselho anteriorConselho 2026Situação
João Epitácio CaonJoão Epitácio CaonPermanece
Germano BaldinCesar DuarteMudança
Livino MeninLeonardo MeninMudança

Conselho Fiscal – Suplentes

Conselho anteriorConselho 2026Situação
Renésio CentofanteLuciano KuseMudança
Luciano PaimLuciano PaimPermanece
Lino JacquesSérgio TaiarolMudança

Uma cooperativa construída por gerações

Um aspecto que também chama atenção na estrutura da Cooperval é a continuidade das famílias dentro da cooperativa. Segundo o presidente Angelo Pegoraro, muitas das pessoas que hoje participam dos conselhos e da gestão representam a terceira geração de famílias ligadas à cooperativa.

Em muitos casos, os avós fizeram parte da fundação da instituição, os pais acompanharam o crescimento da cooperativa e agora os netos começam a assumir responsabilidades dentro da estrutura da organização.

Esse movimento mostra como o cooperativismo se constrói ao longo do tempo, com base em relações de confiança e compromisso com a produção agrícola. Mais do que uma organização econômica, a cooperativa acaba se tornando parte da história das famílias que ajudam a mantê-la viva.

Cooperativismo é construção coletiva

Ao final da assembleia, a principal mensagem deixada para os cooperados foi simples e direta. O ano de 2025 exigiu mais organização, mais planejamento e mais eficiência dentro da atividade agrícola.

Foi um período em que produtores e cooperativa precisaram trabalhar com mais cautela diante de um ambiente econômico mais exigente.

Diante dessa realidade, a Cooperval seguiu o mesmo caminho que muitos agricultores adotaram dentro da propriedade rural: ajustar custos, melhorar a eficiência e atravessar um cenário econômico mais difícil sem comprometer a continuidade do trabalho. E é justamente essa capacidade de adaptação, construída ao longo de gerações de produtores, que continua levando a cooperativa adiante.

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