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Podcast Diário Pet – Proteja quem te ama: saiba mais sobre vacinas para cães e gatos

No mais recente episódio do Diário Pet, podcast do Diário de Vacaria, um tema de grande relevância para tutores de cães e gatos foi debatido com profundidade: a importância da vacinação.

O apresentador Lucas Barp recebeu três convidados com amplo conhecimento técnico e experiência prática para esclarecer as principais dúvidas dos tutores. Participaram da conversa Dienifer Sutil, médica veterinária, Newton Luis Bareta, representante comercial da MW Comercial – Zoetis Laboratório, e Ana Luisa, promotora técnica da mesma empresa.

Ao longo da entrevista, os especialistas explicaram como funcionam os protocolos vacinais, a eficácia das vacinas, os cuidados pré e pós-vacinação, além de desmistificar ideias equivocadas sobre o tema.

Vacinas polivalentes e específicas: o que elas previnem

Durante a conversa, Newton explicou que a Zoetis é uma empresa global, líder em saúde animal, e investe fortemente em tecnologia e controle de qualidade para garantir vacinas com alta eficácia. No caso dos cães, ele destacou as vacinas V8 e V10, que protegem contra doenças como cinomose, parvovirose, leptospirose e outras infecções com alta taxa de mortalidade.

Já para os gatos, existem vacinas como a V3 e V4, que imunizam contra doenças respiratórias como rinotraqueíte e calicivirose, além da leucemia felina, que é altamente prevalente no Brasil. Também foram citadas vacinas monovalentes, como a vacina contra a giardíase e a antirrábica, obrigatória por lei.

Começo da imunização: quando e como vacinar filhotes

A médica veterinária Dienifer destacou que o protocolo vacinal inicia entre 45 e 60 dias de vida, após a primeira vermifugação, que deve ocorrer por volta dos 30 dias. “O animal precisa estar saudável, com o sistema imunológico em boas condições para responder à vacina”, afirmou.

O protocolo inicial para cães geralmente prevê três a quatro doses da vacina polivalente, com intervalos de 21 dias. Segundo Ana Luisa, esse intervalo é essencial para garantir uma resposta imunológica eficaz, considerando que os anticorpos maternos ainda circulam no organismo do filhote e podem interferir.

Atrasos na vacinação exigem atenção redobrada

Um ponto que gerou bastante interesse foi o que fazer em casos de atraso vacinal. De acordo com Ana, atrasos acima do intervalo recomendado exigem reavaliação do protocolo. “Se ultrapassou o tempo entre as doses, o ideal é reiniciar ou aplicar uma dose extra”, explicou.

Para o reforço anual, o mesmo cuidado se aplica. “É importante manter o calendário em dia. A revacinação não é apenas uma formalidade, é uma medida de saúde pública e proteção individual do animal”, reforçou Newton.

Gato de apartamento também precisa ser vacinado

Um dos mitos mais comuns tratados durante o episódio é a crença de que gatos que vivem em ambientes internos não precisam de vacinas. “O tutor pode não perceber, mas ele é um vetor passivo. Sai, tem contato com outros ambientes e pode trazer vírus ou bactérias para dentro de casa”, explicou Ana.

A recomendação é que todos os gatos sejam vacinados, independentemente de saírem à rua ou não. A rinotraqueíte, por exemplo, é uma doença de alta morbidade e pode se espalhar com facilidade mesmo entre gatos domiciliados.

Vacinas salvam vidas também de animais adultos

A médica Dienifer compartilhou a experiência de adoção de uma cadela adulta durante uma caminhada promovida pelo SESC. Sem histórico vacinal conhecido, a cadela iniciou um protocolo com duas doses de vacina polivalente, com intervalo de 21 dias, além da aplicação da vacina contra a raiva.

Em animais adultos sem histórico vacinal, a recomendação é fazer duas aplicações da polivalente, e iniciar os reforços anuais. Esse cuidado é necessário mesmo para animais já crescidos, pois a ausência de vacinação os torna igualmente vulneráveis.

Importância da vacinação mesmo em regiões com baixa incidência

A leishmaniose foi outro tema abordado no contexto regional. Embora não seja comum em Vacaria, os profissionais alertaram para subnotificações e riscos durante viagens. “Ao levar o pet para áreas com presença do vetor, como o litoral, o tutor deve se preparar com antecedência”, explicou Dienifer.

A coleira antiparasitária lançada pela Zoetis, que protege contra mosquitos, pulgas e carrapatos por até seis meses, foi apontada como uma solução eficiente, especialmente para tutores que têm dificuldade em administrar comprimidos antiparasitários.

Vacinar só com o animal saudável: não ignore esse detalhe

Um alerta importante dado por todos os especialistas é que o animal não deve ser vacinado se estiver doente. “Se ele estiver com infecção, verminose ou outro problema, o sistema imunológico está ocupado e pode não responder bem à vacina”, disse Ana.

Por isso, a avaliação clínica pelo médico veterinário é obrigatória. “Escutamos o coração, medimos temperatura, avaliamos mucosas e o estado geral de saúde. Não é só aplicar a vacina, é garantir que ela tenha o efeito esperado”, reforçou Dienifer.

Segurança e rastreabilidade: como as vacinas são controladas

A qualidade das vacinas também foi tema de destaque. Newton explicou que a Zoetis possui o programa “Proteção Garantida”, que assegura a eficácia da vacina e, em casos excepcionais de falha, oferece suporte financeiro para tratamento, desde que o protocolo vacinal tenha sido seguido corretamente e documentado pelo médico veterinário.

Dienifer alertou sobre os riscos de vacinas vendidas em balcões. “elas não passam pelo controle de cadeia de frio, transporte adequado e aplicação profissional. Isso compromete totalmente a imunização”, afirmou.

Imunidade de rebanho e realidade brasileira

Ana e Newton ressaltaram que a baixa taxa de vacinação no Brasil compromete a chamada imunidade de rebanho, que protege a coletividade. “Diferente de países com alta adesão à vacinação, aqui precisamos manter os reforços anuais enquanto a circulação viral for alta”, destacou Newton.

Esse cuidado também se aplica a doenças como a leucemia felina, que em países europeus tem baixa incidência, mas no Brasil permanece com alta prevalência. Por isso, protocolos vacinais mais espaçados não são recomendados por aqui.

Vacinas também são proteção para humanos

Outro ponto debatido foi o conceito de saúde única, que integra a saúde animal, humana e ambiental. “Ao vacinar um pet, estamos protegendo também os tutores, as crianças da casa e o meio ambiente”, explicou Ana.

Vacinas como a da giardíase, por exemplo, reduzem a eliminação de oocistos no ambiente, diminuindo o risco de contaminação para humanos. “Hoje os animais convivem em camas, sofás, circulam pelos mesmos espaços. A vacinação se torna uma medida coletiva de saúde”, complementou Dienifer.

Reações pós-vacina e o que observar

Quanto aos efeitos adversos, os especialistas foram claros: a maioria das reações são leves e esperadas. “Febre baixa, sonolência e dor no local são comuns, mas duram no máximo dois dias”, explicou Ana.

Se houver sintomas persistentes ou agravamento, o tutor deve procurar o veterinário. “Reações graves são extremamente raras, e o benefício da vacina supera em muito qualquer risco”, reforçou Newton.

O tutor deve conhecer e seguir o calendário vacinal

Encerrando a conversa, Ana lembrou que o calendário vacinal é algo que deve acompanhar o animal por toda a vida. No primeiro atendimento, o veterinário deve orientar sobre as vacinas, os intervalos entre doses e os reforços anuais.

“Vacinar não é só um gesto de amor, é uma medida de responsabilidade. Proteger seu pet é proteger toda a comunidade ao redor dele”, finalizou Dienifer.

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