Skip to main content
CSG

Para celebrar o espírito natalino, um Opala vermelho carregado de sonhos e boas histórias

O último episódio do Acelera Diário em 2025 teve que se adaptar. A esperada participação especial do Papai Noel para falar do seu treno não pôde acontecer por conta da correria típica de fim de ano. Mas isso não tirou o brilho do encerramento. Pelo contrário: a ausência do trenó abriu espaço para uma escolha simbólica — o Opala vermelho de Mário Sérgio Teles Borges.

Tanque cheio e espírito de celebração

Logo na abertura, Lucas destacou: “Por incrível que pareça, a gente tá com tanque cheio.” A fala resume bem o clima do episódio. Mesmo na reta final do ano, o Acelera Diário manteve energia alta, fechando um ciclo iniciado em maio com histórias do automobilismo e antigomobilismo local.

Digão reforçou o caráter comemorativo: “Último programa para selar, fechar com chave de ouro esse projeto tão legal.” O clima festivo, porém reflexivo, serviu de base para uma conversa centrada em sonhos, trajetórias e na decisão de viver cada conquista com autenticidade.

Mário Borges: uma vida moldada por carros

O convidado da vez, Mário Borges, contou como sua ligação com carros começou cedo. “Desde criança, sempre voltado a isso. Com 13 anos comecei fazendo placas de veículos”, relembrou. A vivência com a fabricação e instalação de placas o levou a aprender sobre chapeação.

Mário revelou um detalhe histórico: “Chegamos a fazer até placas de chumbo para veículos oficiais.” A reação dos apresentadores foi imediata. “Tu vê, cara, eu não sabia dessa… isso é história pura”, disse Lucas, surpreso com a lembrança.

Carros como ponto de partida e chegada

O primeiro carro de Mário foi uma Caravan Diplomata 88/89, seis cilindros. “Tirei a carteira com 18 anos e 3 meses, e já tava com o dinheiro guardado.” A partir daí, ele passou a restaurar veículos, como uma F100 que foi do pai. “Coloquei mecânica diesel e rodei muito. Ia para a praia e encontros, como os de São Marcos.”

Esses eventos, mesmo sem expor, serviram como base para aprofundar a paixão. Mário encontrou amigos e parentes que também atuavam no ramo, como os primos chapeadores. “Isso foi abrindo todo um leque. A gente pega gosto.”

O presente de aniversário que virou símbolo

Em 2019, ele comprou o carro que se tornou referência em sua trajetória: um Opala 1976 vermelho. “Me dei de aniversário. Queria vermelho, porque sou colorado, e achei exatamente o que queria.” O carro, com três marchas na coluna e teto de vinil preto, chama atenção pela cor rara. “É a cereja do bolo”, comentou Lucas.

Além da aparência, o carro é funcional. São quilômetros de alegria”, contou Mário. Digão destacou: “Isso é viver o sonho. Tem gente que deixa o carro guardado por medo de desgaste.”

Viagens, chuva e um Minion no banco traseiro

Entre as viagens marcantes, Mário destacou uma ida a Concórdia (SC). “Saí com chuva forte, me achei meio louco, mas cheguei com sol.” Nessas jornadas, ele carrega um companheiro especial: um Minion deixado por sua filha Luísa Helena. “Ele me acompanha sempre. Já virou personagem do carro”, brincou.

A paixão se estende à família. “Tenho a pequena Aurora, de um ano e oito meses. Ela é fã do Opala também”, disse Mário, mencionando que ela adora pequenos trajetos no carro, sempre com cuidado e segurança.

Opala que virou cenário de casamentos

O carro também passou a ser requisitado para eventos como casamentos, festas de 15 anos e ensaios fotográficos. “O pessoal me procura, a gente acerta detalhes, e até a roupa eu adapto para a ocasião”, explicou.

Mário destacou que cada evento é único. “Já teve noiva que quis sair dirigindo. É legal, porque é pra eles. Eles curtem do jeito deles.” Para Lucas, isso transforma o carro e o motorista em parte da memória daquelas pessoas. “Tu tá ali num momento que vai ficar pra sempre.”

Ofício que nasce da paixão

Além das viagens e eventos, Mário é restaurador de veículos. “Fazemos serviços independente da marca ou modelo. Graças a Deus, a agenda tá cheia.” Ele explicou que o foco é atender bem e entregar no menor tempo possível. “Porque o legal é rodar, não é só guardar.”

O restaurador contou que já atendeu clientes de fora da cidade e até de outros estados. “A melhor propaganda é a recomendação. Um vai indicando pro outro.”

Presença ativa no antigomobilismo local

Mário integra o Retrô Sobre Rodas Clube de Vacaria. Segundo Digão, ele sempre foi presença garantida em encontros, o que motivou o convite para integrar o clube. “Onde tinha evento, o Mário tava lá.”

Em um dos encontros, chegaram a registrar 8.000 km rodados em um ano com o Opala, um número expressivo para um carro antigo.

Encerramento com agradecimento e projeção para 2026

Lucas e Digão encerraram o programa agradecendo aos patrocinadores que permitiram a realização da primeira temporada: Franco Multimarcas, Covibrar Motos Honda, Posto da Júlio, Autovia Pneus e Cordela Corretora de Seguros.

“Essas empresas não só apoiaram o Diário de Vacaria, mas ajudaram a manter vivo esse espaço para o automobilismo local”, comentou Lucas. O agradecimento foi estendido aos ouvintes, convidados e apoiadores.

Ao final, Lucas deixou a mensagem: “Ao contrário do que muita gente pensa, não vamos desligar o motor. Vamos para estrada viver novas histórias.” Digão reforçou que em 2026 o Acelera Diário trará novos episódios, mantendo a proposta de contar histórias reais, com identidade local e muito asfalto pela frente.

Acelera Diário, Cadernos, Campos de Cima da Serra, Rio Grande do Sul, Vacaria

Anúncios
Estudio

– O Diário de Vacaria é Nosso! Participe enviando pelo WhatsApp sua notícia –

Seja bem vindo(a) ao Diário de Vacaria - Acompanhe nossas publicações diariamente.