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Brasil e Uruguai dividem pódio na final do Freio de Ouro 2025 em Esteio (RS)

A final do Freio de Ouro 2025 foi realizada no último sábado (6), durante a Expointer, em Esteio (RS), com arquibancadas lotadas e torcida animada. A fêmea gateada Índia Envenenada Del Chamame (Box 25), do Uruguai, e o macho Ópio da Baraúna (Box 56), do Rio Grande do Sul, conquistaram o Freio de Ouro da edição.

A competição integra o calendário da Associação Brasileira de Criadores de Cavalos Crioulos (ABCCC) e encerrou o ciclo 2024/2025 da raça Crioula, que mobilizou 1.411 conjuntos em oito classificatórias. Apenas 96 conjuntos foram habilitados para a etapa de Esteio, e 32 disputaram a grande final.

Índia Envenenada Del Chamame conquista o Freio de Ouro entre as fêmeas

A fêmea gateada Índia Envenenada Del Chamame, credenciada à final durante o ciclo em terras gaúchas com o Bocal de Bronze, somou 20.770 pontos e conquistou o Freio de Ouro 2025.

A égua é filha de Basco Veneno e Indiecita Del Chamame. É de criação e exposição de Tomas y Martin Gurmendez Marquez, da Cabanha El Chamame, localizada na cidade de Florida, Uruguai. O ginete responsável foi Gabriel Viola Marty, que declarou: “Hoje, ela foi espetacular e ganhou com sobra.”

O expositor Martin Gurmendez Marquez comentou: “É uma égua extremamente linda, muito boa na morfologia e na função, que é o que se busca: um cavalo lindo e bom. Ela foi perfeita. Brilhou.”

Ele também mencionou o processo até a conquista: “Chegar a Esteio já é difícil, depois ser finalista e conquistar o prêmio. Viemos confiantes, mas conhecendo o passo a passo, porque se sabe que o Freio de Ouro vai até a última volta.”

A trajetória da égua foi consistente nas parciais: iniciou em quinto lugar na Morfologia, passou para o segundo lugar nas provas de Andaduras, Figura, VSP e Esbarradas; ficou em primeiro lugar na Mangueira I e em quinto no Campo.

No sábado, abriu a final com o primeiro lugar na Mangueira II e também venceu Bayard e Campo II. O jurado Rodrigo Díaz de Vivar afirmou: “Foi merecida porque é muito bonita e fez provas muito boas. Houve um nível muito equilibrado, especialmente entre as fêmeas.”

Fêmeas premiadas: Freio de Prata, Bronze e Alpaca

O Freio de Prata entre as fêmeas foi conquistado por Harmonia do Açungui (Box 38), com 20.229 pontos. A fêmea colorada salina é filha de Real Invido do Purunã e Suntuosa do Purunã.

É de criação de Luiz Ernesto Wendler e Filhos, e foi exposta por Guilherme Wendler, da Cabanha Açungui, de Balsa Nova (PR). O ginete foi Fabrício Brunelli Barbosa.

O Freio de Bronze ficou com Belle Que Bela (Box 08), que somou 20.215 pontos. A colorada douradilha salina é filha de Butiá Olodum e Delicada da Maya. Foi criada e exposta por Elizabeth Lemanski, da Fazenda Paraíso, também de Balsa Nova (PR). O ginete foi Daniel Waihrich Marim Teixeira.

O Freio de Alpaca entre as fêmeas foi conquistado por Oferenda da Tamanca (Box 32), com 20.179 pontos.

A douradilha é filha de Chicão de Santa Odessa e Campana Tarimbera. É de criação e exposição de Lauro Cardoso Terra e Filhos, da Estância Tamanca, de Santa Vitória do Palmar (RS). O ginete foi Ricardo Gigena Wrege.

Ópio da Baraúna conquista o Freio de Ouro entre os machos

Entre os machos, o Freio de Ouro foi conquistado por Ópio da Baraúna (Box 56), com 20.218 pontos. O cavalo gateado bragado é filho de Niazzi Improviso e Algazarra da Palmeira.

Foi criado e é exposto pela Baraúna Agropastoril Industrial Ltda., da Cabanha Baraúna, em Arroio Grande (RS). O ginete foi Raul Teixeira Lima.

O jurado Carlos Marques Gonçalves Neto destacou: “Ele não veio ponteando, mas foi regular e cresceu muito na final hoje.” O criador Vanderlei Guerra afirmou: “Foi maravilhoso. São 34 anos criando cavalos Crioulos e esse é nosso primeiro Freio de Ouro.”

O ginete também comentou: “O cavalo é um fenômeno, ele merecia estar no pódio. Eu sabia que eu tinha um cavalo competitivo e que podia crescer muito hoje.”

Machos premiados: Freio de Prata, Bronze e Alpaca

O Freio de Prata foi para Campana Echo a Mano (Box 91), com 20.183 pontos. O macho zaino é filho de Triunfo do Purunã e Campana Ana Terra. Foi criado por Mário Moglia Suñe e exposto por André Rodigheri, da Cabanha Rodigheri, de Osório (RS). O ginete foi Tomaz Marques Ignacio Gonçalves.

O Freio de Bronze ficou com Justiceiro 111 do Imaguare (Box 86), com 20.150 pontos. O macho colorado é filho de AS Malke Brasão e TDO Amistad. Foi criado por Kerlon de Ávila Farias e exposto pelo Condomínio Justiceiro 111 do Imaguare.

O ginete foi Fabrício Brunelli Barbosa. Os estabelecimentos envolvidos na exposição do animal são a Cabanha Treze Tílias, Cabanha Macanudo, Fazenda Liscano e Madôlo.

O Freio de Alpaca entre os machos foi conquistado por La Castellana Norteño (Box 89), com 20.030 pontos.

O cavalo baio é filho de Matreiro do Itapororó e Madriguera Névoa. Foi criado por Marcelo Amaral Moraes e exposto por Victor Barbosa Penner, da Cabanha Gameleira, em Goiânia (GO). O ginete foi Eduardo Weber de Quadros.

Encerramento do ciclo 2024/2025 do Freio de Ouro

O presidente da Associação Brasileira de Criadores de Cavalos Crioulos (ABCCC), César Augusto Rabassa Hax, comentou o encerramento da edição: “A cada edição temos mais público, mais responsabilidade e fazemos de tudo para dar certo.

Quando chega o final da última corrida, que emociona, a gente olha para trás e vê que tudo foi bem feito. Foi um ótimo Freio. Parabéns aos vencedores, a quem chegou até aqui, a todos nós.”

O ciclo do Freio de Ouro 2024/2025 contou com o patrocínio das empresas John Deere, Banrisul, Florestal, Vetnil e Supra.

Foto por Felipe Ulbrich

Agronegócio, Campos de Cima da Serra, Freio de Ouro, Rio Grande do Sul, Vacaria

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