Skip to main content
CSG

Chuvas em 24 horas passam de 250 mm no RS e provocam alagamentos, danos e 524 afetados

Defesa Civil aponta acumulados expressivos, vento forte e danos em 22 municípios

As chuvas registradas nas últimas 24 horas no Rio Grande do Sul apresentaram números expressivos e provocaram transtornos em diferentes regiões do Estado. Conforme o Aviso Hidrometeorológico divulgado na tarde de ontem, 2, pela Defesa Civil do RS, o maior acumulado em um dia foi registrado em Rosário do Sul, com 251 milímetros.

O boletim reúne dados observados pelo Centro de Monitoramento da Defesa Civil e informações de danos acompanhadas pelo Centro de Operações. O documento também apresenta registros de rajadas de vento, municípios atingidos e balanço de pessoas afetadas.

O levantamento mostra um cenário de instabilidade ampla, com chuva volumosa, ventos intensos, alagamentos, danos em telhados e estradas, além de famílias que precisaram deixar suas casas.

Maiores acumulados de chuva em 24 horas

Rosário do Sul lidera a lista de chuva acumulada em um dia, com volume acima de 250 milímetros. Outros municípios também registraram marcas superiores a 100 milímetros, o que reforça a intensidade do evento climático.

Entre os principais acumulados em 24 horas, aparecem:

  1. Rosário do Sul: 251 mm
  2. Vila Nova do Sul: 221,8 mm
  3. Caçapava do Sul: 205,4 mm
  4. São Gabriel: 201,4 mm
  5. Alegrete: 190,2 mm
  6. São Sepé: 152 mm
  7. Porto Mauá: 139,2 mm
  8. Lagoa Bonita do Sul: 132,8 mm
  9. Arroiozinha: 128,8 mm
  10. Cachoeira do Sul: 128,6 mm

Os dados indicam que a chuva mais intensa atingiu especialmente municípios da Fronteira Oeste, Região Central e áreas próximas aos vales. Em alguns pontos, o volume registrado em apenas um dia foi suficiente para causar alagamentos e transbordamento de cursos d’água.

Registros em 12 horas também chamam atenção

Além do acumulado diário, a Defesa Civil apresentou os dados de chuva em 12 horas. A medição mostra que parte significativa da precipitação ocorreu em intervalo curto, aumentando o risco de alagamentos repentinos.

Os maiores volumes em 12 horas foram:

  1. Porto Mauá: 139,2 mm
  2. Arroiozinha: 128,8 mm
  3. Ilópolis: 128 mm
  4. Lagoa Bonita do Sul: 127,6 mm
  5. Agudo: 122,8 mm
  6. Faxinal do Soturno: 122,4 mm
  7. Guaporé: 118,4 mm
  8. Santa Rosa: 116,2 mm
  9. Porto Xavier: 113,6 mm
  10. Dois Lajeados: 110,2 mm

A repetição de volumes elevados em diferentes cidades demonstra que o sistema de instabilidade atuou de forma abrangente. O cenário exigiu resposta de equipes municipais, sobretudo em áreas urbanas com pontos de alagamento e em comunidades rurais com estradas prejudicadas.

Vento forte chegou a 85,3 km/h

O temporal também foi acompanhado por rajadas de vento. A maior velocidade em 24 horas foi registrada em Soledade, com 85,3 km/h. Planalto aparece em seguida, com 82,1 km/h.

As maiores rajadas de vento em 24 horas foram:

  1. Soledade: 85,3 km/h
  2. Planalto: 82,1 km/h
  3. Santa Vitória do Palmar: 76,3 km/h
  4. Santa Bárbara: 66 km/h
  5. Porto Alegre: 64,8 km/h
  6. São Francisco de Paula: 64,4 km/h
  7. Santo Antônio das Missões: 64,4 km/h
  8. Tramandaí: 61,6 km/h
  9. Uruguaiana: 61,1 km/h
  10. Sapucaia do Sul: 60,5 km/h

Nas medições de 12 horas, Soledade e Planalto também lideraram. O vento forte ajuda a explicar parte dos danos em telhados informados por municípios como Ernestina, Marau, Nova Palma, Santa Maria e Vila Nova do Sul.

Municípios que relataram alagamentos

A Defesa Civil recebeu comunicados de 22 municípios com algum tipo de dano. Entre os relatos mais frequentes estão alagamentos pontuais e apoio a moradores por equipes locais.

Os municípios que informaram alagamentos ou pontos de água acumulada foram:

  1. Agudo
  2. Alegrete
  3. Bom Retiro do Sul
  4. Caçapava do Sul
  5. Faxinal do Soturno
  6. Itaara
  7. Júlio de Castilhos
  8. Lagoa Bonita do Sul
  9. Rosário do Sul
  10. São Gabriel
  11. São Sepé
  12. Silveira Martins
  13. Sobradinho
  14. Uruguaiana
  15. Vila Nova do Sul

Em Alegrete, houve registro de diversos alagamentos, tanto na área urbana quanto na rural. Em Rosário do Sul, o boletim aponta pontos do município com alagamentos e uma residência também atingida pela água.

São Gabriel informou alagamentos em diversos pontos e uma família solicitou apoio. Em Agudo, Bom Retiro do Sul, Caçapava do Sul, Faxinal do Soturno, Lagoa Bonita do Sul, São Sepé, Silveira Martins e Sobradinho, as equipes municipais atuaram em conjunto com secretarias locais no atendimento a moradores.

Transbordamento de arroios e danos em estradas

Além dos alagamentos, houve ocorrências relacionadas ao transbordamento de cursos d’água. Em Encruzilhada do Sul, o Arroio Lava-Pés extravasou e invadiu algumas residências. Conforme o boletim, Corpo de Bombeiros Militar, Defesa Civil e Prefeitura atuavam no local.

Em Tucunduva, um riacho que passa ao lado da Vila Raquele transbordou e a água entrou em aproximadamente três residências.

Também foram relatados danos em estradas nos seguintes municípios:

  1. Itaara
  2. Passa Sete

Esses prejuízos tendem a afetar o deslocamento de moradores, o acesso de equipes de emergência e o transporte em áreas rurais. Em situações de solo encharcado, estradas vicinais costumam ser mais vulneráveis a bloqueios, erosões e atoleiros.

Danos em telhados foram comunicados por cinco cidades

Outro tipo de ocorrência recorrente no boletim foi o dano em telhados de residências. A situação foi informada por municípios atingidos por chuva intensa e rajadas de vento.

As cidades que relataram danos em telhados foram:

  1. Ernestina
  2. Júlio de Castilhos
  3. Marau
  4. Nova Palma
  5. Santa Maria
  6. Vila Nova do Sul

Em Ernestina, além dos danos em telhados, houve registro de oito desalojados. Em Vila Nova do Sul, o município informou alagamentos pontuais e danos em telhados de residências.

Balanço aponta 524 pessoas afetadas

O relatório da Defesa Civil apresenta 524 pessoas afetadas em três municípios. Não há registro de óbitos, feridos ou desaparecidos no boletim divulgado.

O balanço de danos humanos é o seguinte:

  1. Agudo: 4 desabrigados
  2. Ernestina: 8 desalojados
  3. Rosário do Sul: 512 desalojados
  4. Total geral: 524 pessoas afetadas

Rosário do Sul concentra a maior parte das ocorrências humanas, com 512 desalojados. O número representa famílias que precisaram deixar suas casas em razão dos impactos da chuva.

A Defesa Civil orienta que, em caso de emergência, a população acione os telefones 190 ou 193. A recomendação vale para situações de alagamento, risco de deslizamento, queda de árvores, danos estruturais, avanço de água sobre residências e necessidade de resgate.

Monitoramento segue no Estado

Os números divulgados pela Defesa Civil mostram a força do evento climático no Rio Grande do Sul. Em 24 horas, a chuva passou de 250 milímetros em Rosário do Sul, superou 200 milímetros em Vila Nova do Sul, Caçapava do Sul e São Gabriel, e provocou danos em ao menos 22 municípios.

A combinação de chuva volumosa, solo encharcado e vento forte exige atenção das autoridades e da população. O acompanhamento permanece importante, especialmente em áreas com histórico de alagamentos, margens de arroios, encostas e estradas rurais.

A orientação é que moradores acompanhem os avisos oficiais, evitem atravessar ruas alagadas e busquem abrigo seguro em caso de risco. Em eventos como este, a resposta rápida e a informação confiável são fundamentais para reduzir danos e proteger vidas.

Defesa Cívil, Metereologia, Previsão do Tempo, Rio Grande do Sul, Vacaria

Anúncios
Estudio

– O Diário de Vacaria é Nosso! Participe enviando pelo WhatsApp sua notícia –

Seja bem vindo(a) ao Diário de Vacaria - Acompanhe nossas publicações diariamente.